Não me tire da minha ilusão
Mesmo que eu entre em confusão.
Só não me tire
a paz
Me diga que não me deixará jamais.
Antonio Elias Firmino Ferreira
É mais ou menos assim que eu posso definir a primeira semana de 2007 para mim...
o ano não começou bem em alguns departamentos... o corpo quer gripar, as notas
estão péssimas, estou me sentindo perdido no estágio, levei um fora
master... e, para colocar a cereja no topo do
sundae, minha avó
esteve internada na UTI da Santa Casa de Misericórdia daqui de Maceió até ontem.
O clima entre minha mãe e meus tios ficou tenso e o ar, irrespirável. Todos os
dias houve pela menos uma discussão inútil, choro, enquanto tinhamos todos que
estar (re)compostos para, pelo menos, animar vovó.
Ela estava muito cansada,
e acabou indo para o hospital contrariada (como eu, ela também odeia hospitais -
não é uma ironia eu estagiar em um e estar pensando em seguir a arquitetura
hospitalar como nincho de mercado?). Na emergência, ela fez um exame de raio X,
que detectou um problema, embora não pudesse especificar qual era. havia apenas
suspeitas. Então, ela teve que ficar (mais contrariada ainda) para fazer mais
exames. Acabou internada na UTI coronariana, mesmo sem um diagnóstico
preciso.
A suspeita era de embolia pulmonar, mas todos os exames para
detectar o problema disseram o contrário, o que pôs os médicos em dúvida, sem
saber o que dizer a nós. Mas exames posteriores detectaram uma trombo-embolia,
que é uma espécie de estágio anterior (por favor, médicos de plantão, me
corrijam caso eu esteja falando besteira!).
Em dado momento, eu me assustei
muito porque as defesas da minha avó ficaram abaladas, e ela precisou usar uma
máscara de oxigênio. Cheguei a pensar honestamente que ela não sairia dali viva.
Graças a Deus, estava errado.
Mas o fato de ela não estar mais na UTI não
significa que ela esteja melhor. Ela foi transferida para um quarto na Unidade
Emergencial porque não está respondendo aos remédios dados na UTI. Então, a nova
esperança dos médicos é que ela responda a uma fisioterapia pulmonar intensa, ao
mesmo tempo que a saída dela da UTI propriamente dita acalme os ânimos dos
familiares.
Ainda estou com medo, não vou mentir. Posso parecer uma criança
mimada dizendo isso, mas não quero ficar sem a minha avó - pelo menos, não
agora. Quero ouvir suas histórias, quero conhecer os podres infantis de minha
mãe e de meus tios, quero rir um pouco mais internamente quando ela fizer as
"viagens" dela...
Eu oro sempre. Agora, oro
ainda mais. A fé é tudo o
que me resta, e sei que Deus nunca fará algo que não seja para o bem de todos...
preciso me agarrar a isso mais que tudo.
Espero que a primeira semana do ano tenha sido bem melhor para todos vocês.
Beijos, abraços, saúde, paz, amor, dindim... camisinha, DIU, sei lá...
Ouvindo “Heaven (Acoustic Version)", DJ Sammy
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Loucuras de Tom às 10h56
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